Perguntas frequentes
Instituto da Hipófise
Sabemos que as dúvidas podem surgir ao longo da jornada de saúde. No Instituto da Hipófise do Hospital Moriah, reunimos respostas às perguntas mais comuns que nossos pacientes compartilham conosco. Explore este guia informativo para saber mais e iniciar em sua jornada com confiança.
A hipófise, ou glândula pituitária, é uma pequena glândula localizada na base do cérebro, responsável por produzir e liberar hormônios que regulam diversas funções corporais, como crescimento, metabolismo, reprodução e função de outras glândulas endócrinas. É considerada a “glândula-mestra” do corpo.
A hipófise está localizada na base do cérebro, dentro de uma estrutura óssea chamada sela túrcica, abaixo do hipotálamo. Ela é conectada ao cérebro pelo pedúnculo hipofisário e fica próxima a nervos ópticos e outras estruturas importantes da região.
Um tumor benigno é uma massa de células que cresce de forma desorganizada, mas não invade tecidos vizinhos nem se espalha para outras partes do corpo. Geralmente tem crescimento lento e, na maioria dos casos, não representa risco de vida, podendo ser removido com cirurgia.
Os principais tipos de tumores benignos no cérebro incluem meningiomas (originados nas meninges), adenomas hipofisários (na hipófise), schwannomas (nos nervos cranianos) e craniofaringiomas. Esses tumores crescem lentamente, mas podem causar sintomas devido à compressão de estruturas cerebrais próximas.
A cirurgia endoscópica é um procedimento minimamente invasivo que utiliza um endoscópio, um instrumento com uma câmera e luz, para visualizar e operar áreas internas do corpo através de pequenas incisões. É comum em neurocirurgia, como para remover tumores hipofisários, reduzindo riscos e recuperação.
Sim, é possível realizar cirurgias na cabeça sem cortes externos significativos utilizando técnicas endoscópicas. Por exemplo, a cirurgia endonasal transesfenoidal acessa a hipófise através das narinas, sem incisões visíveis. Esses métodos minimamente invasivos reduzem riscos, dor e tempo de recuperação.
Os sintomas de um tumor da hipófise variam conforme o tipo, podendo incluir dores de cabeça, distúrbios visuais, fadiga, ganho ou perda de peso, alterações menstruais, disfunção erétil, crescimento anormal de mãos/pés (acromegalia), produção excessiva de leite (galactorreia) e mudanças de humor. Pode haver deficiência hormonal generalizada.
Um tumor de hipófise não tratado pode crescer, comprimindo nervos e causando perda de visão. Também pode levar a desequilíbrios hormonais graves, resultando em diabetes insipidus, insuficiência adrenal, hipotireoidismo, infertilidade e acromegalia. Em casos extremos, pode causar coma ou risco de morte devido à insuficiência hormonal generalizada.
A recuperação envolve internação breve, com monitoramento hormonal e neurológico. Sintomas como fadiga e dores de cabeça são comuns. Pode haver necessidade de reposição hormonal. A visão melhora se o tumor pressionava o nervo óptico. Atividades normais retomam em semanas, mas a recuperação total pode levar meses.
As sequelas podem incluir deficiência hormonal, exigindo reposição vitalícia, fadiga crônica, distúrbios visuais permanentes, diabetes insipidus, problemas de memória e alterações no humor. Em alguns casos, pode haver recidiva do tumor. A gravidade depende do tamanho, localização e sucesso da cirurgia.
Sim, a cirurgia endoscópica é considerada segura e minimamente invasiva. Reduz riscos de complicações, tempo de recuperação e danos aos tecidos saudáveis. No entanto, pode haver riscos como sangramento, infecção, vazamento de líquido cefalorraquidiano e necessidade de reposição hormonal, dependendo da localização e tamanho do tumor.
Sim, muitos pacientes precisam de reposição hormonal, pois a hipófise pode não produzir hormônios adequadamente após a cirurgia. Os medicamentos podem incluir corticoides, hormônios tireoidianos, testosterona ou estrogênio e vasopressina. O acompanhamento médico é essencial para ajustar as doses conforme a recuperação.
Tumores de hipófise podem surgir em qualquer idade, mas são mais comuns entre 30 e 50 anos. Alguns tipos, como craniofaringiomas, são mais frequentes em crianças e adolescentes, enquanto adenomas hipofisários predominam em adultos. A incidência aumenta com a idade.
Sim, dependendo do tipo. Tumores produtores de GH na infância causam gigantismo, com crescimento excessivo. Já tumores que afetam a produção do hormônio do crescimento podem levar ao nanismo hipofisário. Em adultos, o excesso de GH causa acromegalia, sem aumento da altura, mas com crescimento anormal de extremidades.
Sim, tumores na hipófise podem pressionar o quiasma óptico, causando visão embaçada, perda de campo visual (hemianopsia bitemporal) ou até cegueira. Outros tumores cerebrais também podem afetar a visão. Se houver sintomas visuais repentinos ou progressivos, é essencial procurar um médico para investigação.
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